domingo, 9 de abril de 2017

Cidade de Barrow no Alaska, Estados Unidos, troca oficialmente de nome


Vista de Utqiaġvik  (antiga Barrow)

A cidade mais Setentrional dos Estados Unidos, Barrow, no Alaska passou a se chamar oficialmente Utqiaġvik .

Na lingua inupiaq, o novo nome que dizer "Lugar onde se colhem raízes Selvagens". O antigo nome deixou de existir a partir de Dezembro de 2016.

Utqiaġvik tem uma população de 4.384 habitantes e uma área de 55,2 km².

Vista do litoral
Vista de algumas Ruas
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Vista Aérea

Placa de Entrada


sábado, 8 de abril de 2017

domingo, 2 de abril de 2017

FOTO DO DIA: FAJÃ DO OUVIDOR - AÇORES - PORTUGAL

Fajã do Ouvidor

Uma despedida emocionada dá prémio de fotografia ao açoriano Luís Godinho

                                       

Os Sony World Photography Awards 2017 anunciaram os vencedores nacionais dos 66 países a concurso. O terceirense Luís Godinho ficou em primeiro lugar entre os portugueses com uma imagem feita no Senegal
Duas semanas intensas no Senegal cristalizadas numa fotografia. Com o olhar triste de uma menina no foco, outros meninos com ela pendurados na janela do autocarro, Luís Godinho ganhou o prêmio nacional dos Sony World Photography Awards 2017. A fotografia chama-se "janela" mas o fotógrafo gosta da força que ela transmite. Tanta que quase não precisa de nome.
Luís Godinho está em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores, cidade natal. Formado em Engenharia do Ambiente, tem 34 anos e é fotógrafo profissional. Fala pelos cotovelos. "A história da fotografia? Começo pelo princípio. Uma amiga minha trabalha no centro Porta Amiga da AMI e manifestou interesse em fazer uma missão no Senegal. Eu fiz um pedido especial para ir como fotógrafo. Paguei a minha viagem e fui".
Naquelas duas semanas os voluntários dedicaram-se à missão de recuperar um centro hospitalar na aldeia de Parba. Luís fotografou. A aldeia, o trabalho. E arranjou novos amigos. "As crianças ficavam fascinadas comigo. Depois daqueles dias em que estivemos todos juntos, a hora da despedida é sempre complicada. Eles queriam estar connosco o mais possível e penduraram-se na janela do autocarro". Ele registou. "Foi emocionante. Pessoas com um coração tão grande, com tão pouco e tanto para dar... é uma fotografia intensa..."
A sua ligação às pessoas que conheceu fica para sempre. No regresso, expôs as fotografias em Lisboa, em maio as imagens desta missão da AMI vão ser expostas na Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís Silva Ribeiro, em Angra do Heroísmo. "As fotos vão ser leiloadas e o dinheiro é para essa aldeia. Faço questão de lá ir levar todos os bens que o que o dinheiro angariado puder comprar. Vou também imprimir as fotos para lhes oferecer", conta.
                         
Talvez nessa altura Luís consiga saber o nome da menina que ficou no foco da fotografia vencedora.
Este é o primeiro prêmio do concurso nacional dos prêmios de fotografia Sony 2017. Em segundo lugar ficou Luís Pina, 27 anos, engenheiro, natural de Rio de Mouro, Sintra, a viver na Alemanha. A fotografia "Paraíso é uma biblioteca" regista a Biblioteca de Estugarda, naquele país. "Gosto desta biblioteca porque não é como nenhuma que conheça, quebra as regras", explicou à organização. Em terceiro lugar ficou Nuno Teixeira, engenheiro civil de 36 anos. A foto premiada mostra um homem que, num barco em Moçambique, "dava música a toda a gente". Estas imagens estarão em exposição em Londres, na Somerset House, de 21 de abril a 7 de maio. Os vencedores globais dos Sony World Photography Awards de 2017 serão anunciados a 20 de abril, em Londres. Foram selecionadas entre 105 mil fotografias a concurso.
                          
Luís Godinho vai lá estar. Depois parte para uma das muitas viagens que tem programadas. Organiza viagens fotográficas de aventura (veio da Índia há poucas semanas), está a criar uma ONG para apoiar crianças em África. Quer "ajudar quem precisa através da arte" e ideias não lhe faltam. No verão está com a agenda ocupada a fotografar casamentos na Terceira. "As pessoas gostam muito, faço um trabalho diferente, mais fotojornalismo. E eu aproveito para ganhar dinheiro para as viagens e comprar material."

Curiosidades da Fotografia

Como surgiu a fotografia em série? 

A partir de uma aposta. Um ricaço americano tinha feito uma aposta com seus amigos. Ele dizia que durante o galope de um cavalo, havia um momento em que nenhum dos cascos tocava a terra. Para isso contratou o fotógrafo inglês Muybridge e ganhou a aposta. Ele colocou 14 câmeras num trecho de pista de corrida de cavalos, cada uma ligada a um fio que atravessava o caminho. Assim o animal vinha galopando, disparava a máquina e tirava uma foto de si mesmo. Era verdade: em determinado instante da corrida, o cavalo ficava mesmo com as quatro patas no ar. Isso contribuiu para o aparecimento do cinema, pois para mostrar o movimento era preciso fotografá-lo em série.

O que era o Lambe-Lambe e como surgiu esse nome? 

Lambe-lambe era o fotógrafo ambulante que tirava foto das pessoas nas ruas. Foram chamados assim porque em épocas passadas, era obrigatório que as fotografias de alguns documentos fossem datadas. Para isso, costumava-se fazer uma plaquinha de papel fotográfico. Como no instantâneo o negativo é em papel, que é refotografado, a plaquinha era feita em um minúsculo pedacinho de papel fotográfico, colado ao negativo. Até aí tudo bem. Mas o que essa história tem a ver como o nome lambe-lambe??? É que para fazer a colagem, o fotógrafo passava a língua na plaquinha para molhá-la e criar aderência. Daí, a famosa denominação, Lambe-lambe.

 Por que em algumas fotos nossos olhos ficam vermelhos?

Isso acontece por causa do reflexo do flash no sangue da retina. A luz entra na pupila, que costuma estar bem aberta por causa do ambiente com pouca luminosidade, e reflete os vasos do fundo do olho.


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